Um híbrido certeiro entre o conceitual e o comercial. Elegância, cortes beirando a perfeição e modelagens que, com certeza, agradarão o homem brasileiro. Esse foi o tom do incrível desfile de João Pimenta.

Praticamente todos os looks traziam alguma referencia que pode ser facilmente adotada. Peças como o smoking e o trench coat ganharam releituras que trouxeram modernidade, sem tirar a dignidade dos clássicos. Foi  o caso de um trench em azul marinho confeccionado em nylon e o cross-over de cetim preto entre o smoking e a bomber jacket, o uniforme introduzido na primeira guerra mundial pelos pilotos de avião americanos.

Também me agrada muito a proporção escolhida pelo estilista para as calças. Eram ligeiramente mais curtas e um pouco mais larguinhas, quase como os pantalones imortalizados na época áurea de Giorgio Armani. Sei que as calças mais sequinhas tem muitos adeptos mas, na minha opinião, nada é mais confortável do que uma calça um pouco mais “folgada”.

Mesmo os tecidos mais pesados tinham um tratamento de alfaiataria. O cuidado no corte e na escolha de materiais foi o ponto forte do desfile. João Pimenta demonstrou que está no mercado para ser um dos ditadores do ritmo e do estilo da moda masculina brasileira.

A cartela de cor é bastante conservadora, algo que acabou sendo uma virtude. Branco, cinza, vermelho, preto e marinho deram o tom de uma coleção que trás um homem jovem, moderno e com vontade de consumir novas tendências, mas que ainda está sendo atraído pelo universo da moda. Exatamente o estágio que se encontra a maioria dos homens brasileiros.

Texto: @thiago_gil

 

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Achei tudo a cara do Victor, o que vocês acham?

Fotos: FFW (reprodução)

 

 

Foto: @victorcollor

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Desde o início da séria de posts Conhecendo, eu queria montar esse aqui sobre o italiano, mais especificamente da região do Piemonte, Piselli aqui em São Paulo. restaurante comandado pelo simpático Juscelino Pereira, também do Zenna Caffè como vocês viram aqui, e pelo meu companheiro e apreciador da boa comida, dos papos e principalmente dos vinhos, Marcelo Cintra.

Ainda no final do ano passado, marquei o jantar com Marcelo no Piselli para começar esta série de posts com o pé direito em 2012, ser um ano farto, por supertição e um post muito gostoso para dar início às novidades que logo logo vocês vão ver por aqui.
Cheguei lá por volta das 09:15pm e esperei Marcelo no bar da entrada. Não perdi a oportunidade e pedi um Suco de Tomate bem temperado que estava gelado no ponto certo e com o clássico tempero, sem muitas invenções que faz você ficar feliz desde o primeiro gole. Junto com o suco, vieram as ervilhas aperitivo que eles sempre servem por lá. Para quem não sabe, piselli, do italiano, significa ervilha.

Marcelo chegou e já sentamos na mesa que nos esperava devido à reserva feita por ele. Se as condições climáticas permite, eu particularmente gosto de sentar na entrada do restaurante, que tem uma varanda bem espaçosa. Por ser localizado alí na Rua Padre João Manoel nos Jardins, os finais de noite acabam sendo tranquilos e com pouca movimentação intensa de carros e buzinas.
O restaurante tem uma cara muito simpática, e na mesma pegada do Pita, os garçons saudam com boa tarde/boa noite a chegada de cada cliente que entra pela porta de entrada próximo ao bar e a própria cozinha, sendo isso algo extremamente gostoso e saudável. Na minha opinião, isso acaba fazendo muita diferença no resultado final de um restaurante. Ser bem recebido em algum lugar com um sorriso das pessoas, e essas mesmas pessoas terem o seu sorriso de volta, é lindo de ver e segue a linha que prega o Budismo.

Sentamos e o couvert logo foi servido, composto de uma cesta de pão italiano fresquinho que chega ainda quentinho para você comer com o azeite que já está em cima da mesa. Além do pão italiano, a cesta acompanha as deliciosas crostas de massa de pizza temperadas com ervas e pedrinhas de sal grosso. Impecável também! O couvert não para por aí e ainda acompanha a clássica manteiga, talos de cenoura e salsão servidos com uma pasta de queijo de cabra com ervas. Molha o pão no azeite e os talos de cenoura e salsão na pasta de ervilha… Fica ótimo!
Com o couvert na mesa, Marcelo falou para eu “checar” qual era a marca da louça: era Rosenthal… (não vou comentar essa beleza)…

Como todas as vezes que fui lá a convite do Marcelo, com a confiança que deposito no seu bom gosto, deixo sempre que ele escolha a sequência de pratos, que vêm em conjunto para quem estiver na mesa e claro a sequência de vinhos. Ir ao Piselli é sinônimo de comer bastante, e por isso sempre fazemos uma espécie de degustação em que o simpático Chef Paulo Kotzent vem à mesa dizer o que está bom, o que está fresco, o que é interessante comer… todas essas informações que só o Chef tem acesso e que no final, vai te deixar mais feliz e muito satisfeito. rsss

Para dar início às atividades fomos de:

Carne Cruda all”Albese con Zabaglione al Tartufo
Carne crua cortada na faca com zabaglione de trufas, lascas de queijo grana padano, acompanham torradinhas de pão de miga.
> Prato muito delicado e de sabor impecável. A carne é cortada na ponta da faca, extremamente suculenta e dá para sentir os pedacinhos de trufa negra na boca. É demais! Hoje montando esse post, vejo que esse foi um dos melhores pratos de carne crua que já comi.

Gnocchi al Pomodoro e Basilico
> Este é um prato que não está no cardápio, mas eles têm um gnocchi com tomate + carne desfiada. É só pedir para trocar o molho e tá na mão.
Gnocchi de verdade e leve, como é difícil encontrar por aí. O molho é o clássico, mas muito saboroso. As folhas de manjericão fresco e o queijo finalizam a porção que pedimos, pois Marcelo disse que eu tinha por que tinha que provar o tal do gnocchi do Piselli. O resultado é um ótimo prato para dar início às atividades, como vocês vão ver aqui embaixo.

Ravioli alla Piemontese
Grandes ravioles recheados com queijo Taleggio, aspargos frescos e uma gema de ovo caipira inteira no centro, acompanhado de molho de manteiga e pasta de trufas brancas.
> Esse é o típico prato que eu me acabo! Com a pegada de “degustação”, pedimos uma porção, que é composta por dois ravioles e dividimos em dois pratos.
A mistura do Taleggio com o aspargo e a gema caipira que estoura quando você abre o ravioli, é mais do que impecável. A masa al dente e acomapanhada com pasta de trufas brancas… Esse é um prato de chorar! Sério…
Logo quando sentamos, ví que em uma mesinha de canto estavam as trufas brancas fechadas em um recipiente de vidro. Curioso que sou, Marcelo pediu a um dos simpáticos garçons para trazer a mesa para ver, sentir e cheirar! Demais!

Brasato alla Piemontese
Miolo do dianteiro de vitela, marinada no vinho tinto, cozido nessa marinada em baixa temperatura, servido com purê de batatas trufado e mostarda de cremona.
> Prato clássico e muito bem preparado. A carne que aparentemente parece estar seca, quando se prova, ela desmancha na boca. Ótima! O prato original no cardápio é composto com purê de batatas trufado, mas por já ter se divertido bastante com as trufas nos outros pratos, Marcelo resolveu pedir sem, para não exagerar na iguaria.
Esse é um daqueles pratos para comer “tudo junto ao mesmo tempo agora”, ou seja, coloca no garfo um pouco do brasato, um pouco do purê e claro a mostarda de cremona com o molho a base de vinho. Hummmm!!! Estou escrevendo este post em pleno horário de almoço e a fome está batendo com força em minha porta…

Mesmo tratando-se de um dia de semana, com uma orgia gastronômica dessas, a sobremesa não podia ficar de fora e fomos de:

Cannoli
Massa fina assada (e não frita), recheada com ricota e frutas cristalizadas, principalmente as cítricas.
> Extremamente delicado e muito saboroso. Crocante de verdade, mas ao mesmo tempo muito delicado que se pegar com força, quebra ao meio. Esse é daqueles para comer com a mão, e não com garfo e faca, sabe?
Esse foi um prato que perguntei ao Marcelo se não poderia comprar alguns cannolis extras para manter na geladeira de casa. rsss

Para finalizar, por ser noite e depois de todo esse ritual, resolvi tomar um chá verde ao invés do café. Os dois acompanham:

Três doces
Panforte Toscano, Grutti’ma Buoni (com avelãs, clara de ovos e açucar) e Zaletti (polenta com erva doce e açucar).
Três docinhos que são feitos para que os clientes se deliciem, e não qualquer doce que sempre vemos por ai no café… sabe?
Restaurantes, lembrem que o couvert não está só nas entradinhas, e sim em todo o processo que vai desde os copos, talheres, toalha de mesa, até os docinhos do café antes do cliente ir embora, entende?

O Piselli realmente é assim impecável, tanto pela comida quanto pelo serviço simpatia que eles têm. Passem lá e comam algumas dessas delícias que vocês vão ver que realmente é assim, sem mais nem menos.

Serviço:
Piselli
Rua Padre João Manuel, 1253  São Paulo
Tel: 11 3081.6043
www.piselli.com.br

Preço sugerido VejaSP: $$$ (R$91 a R$150)

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Serviço de primeira, comida impecável e ambiente agradável… quer mais?

Fotos: @victorcollor

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